Como sortear nomes de amigo secreto de forma justa
Um bom sorteio de amigo secreto é aleatório, secreto, e nunca faz ninguém comprar uma prenda para si.
O amigo secreto vive ou morre no sorteio. Acerte e toda a gente sai com um nome, sem ideia de quem os tem, e uma hipótese justa de uma prenda decente. Falhe — alguém sorteia o próprio nome, o organizador vê acidentalmente a lista toda, ou duas pessoas acabam a comprar uma para a outra quando não era para ser — e a surpresa foge antes de dezembro sequer começar.
Este guia cobre como conduzir um sorteio que se aguenta: as duas coisas que absolutamente tem de fazer, porque o velho truque dos «nomes no chapéu» parte, e uma rotina limpa que pode conduzir em pessoa ou à distância com um sorteador aleatório.
As duas coisas que um sorteio tem de acertar
Todo o sorteio de amigo secreto tem os mesmos dois requisitos duros, e vale a pena nomeá-los antes de escolher um método:
- Ninguém se sorteia a si. Uma pessoa a comprar a própria prenda derrota o ponto todo. Qualquer método que use tem de garantir isto, não só esperar por isso.
- O sorteio fica secreto. Idealmente nenhuma pessoa só — incluindo quem conduz o sorteio — acaba a saber quem tem quem. Quanto mais pessoas puderem ver o conjunto completo de atribuições, menos surpresa sobrevive até ao dia.
A maior parte dos sorteios acerta o primeiro requisito e falha o segundo em silêncio. O organizador vê a escolha de toda a gente, ou alguém olha para o papel errado, e metade do mistério evapora.
Nomes no chapéu — e onde parte
O método clássico é simples: escreva cada nome num papel, dobre-os, meta-os num chapéu, e passe-o para cada pessoa tirar um. Funciona, mas tem três pontos de falha bem conhecidos.
- Alguém sorteia o próprio nome. Não há forma de o impedir com um sorteio às cegas, por isso acontece. A correção habitual é meter tudo de volta e recomeçar, o que é tedioso e piora quanto mais pessoas tiver.
- A última pessoa fica presa. Se o único papel que resta no chapéu é o próprio nome, não consegue corrigir sem refazer o sorteio todo.
- Não viaja. Uma equipa à distância não consegue passar um chapéu físico, e ler nomes em voz alta numa videochamada não é exatamente secreto.
Para um grupo pequeno numa sala o chapéu serve, desde que esteja disposto a voltar a sortear. Para qualquer coisa maior ou à distância, quer algo mais fiável.
Usar uma roda para um grupo em pessoa
Um sorteador aleatório resolve os problemas mecânicos do chapéu mantendo o sorteio visível e justo. O truque está em como trata os nomes. Carregue toda a gente numa roda, e depois vá pessoa a pessoa: cada participante roda para saber para quem está a comprar, e remove esse nome da roda antes de a pessoa seguinte rodar. Remover cada nome à medida que é sorteado significa que ninguém fica atribuído ao mesmo destinatário duas vezes.
Para o manter secreto, peça a cada pessoa que anote em privado a própria atribuição — escreva-a no telemóvel, num cartão que mete no bolso, ou numa nota que só ela vê — em vez de a anunciar à sala. A rodada acontece à vista para a aleatoriedade ser fidedigna, mas o resultado pertence a uma pessoa. Se alguém roda e cai no próprio nome, simplesmente volta a rodar até ficar com outra pessoa.
O problema do «sem auto-emparelhamento», em linguagem simples
Os matemáticos têm uma palavra para um baralhamento em que ninguém acaba no próprio lugar: um desarranjo. Não precisa da matemática — só precisa de saber que um baralhamento totalmente aleatório nem sempre será um desarranjo. Por vezes uma ou duas pessoas caem em si próprias, e tem de lidar com isso.
Há duas correções fáceis:
- Voltar a sortear num choque. Se alguém ficar consigo, sorteie outra vez. Simples, e serve para grupos pequenos.
- Usar um círculo aleatório. Ponha toda a gente numa ordem aleatorizada, e depois atribua cada pessoa a comprar para a seguinte, fechando a última de volta à primeira. Como toda a gente aponta para outra pessoa na cadeia, ninguém pode alguma vez ser emparelhado consigo. Sem re-sorteios, nunca.
O método do círculo é a opção mais limpa para a maior parte dos grupos porque tira o problema do auto-emparelhamento por completo em vez de o apanhar depois do facto.
Lidar com restrições
Por vezes quer mais do que «não você» — casais ou colegas de casa muitas vezes não devem sortear um ao outro, porque vão descobrir em casa. Mantenha isto prático: faça o sorteio aleatório primeiro, e se um emparelhamento proibido sair, troque essa atribuição com outro participante e volte a conferir. Para um par de restrições num grupo de tamanho normal isto demora segundos. Se tem uma lista longa de regras, está efetivamente a pedir um puzzle personalizado, e é mais fácil relaxar as regras do que perseguir uma solução perfeita.
Orçamentos, prazos e listas de desejos
O sorteio é só metade do trabalho. Alguns acordos práticos impedem as prendas de descarrilar:
- Defina um orçamento e diga-o em voz alta. Uma figura única acordada mantém as prendas mais ou menos iguais, para ninguém se sentir lesado ou fazer os outros parecerem pequenos.
- Escolha um prazo rígido. Decida a data da troca antes de sortear, para as pessoas terem uma janela clara para comprar.
- Peça listas de desejos curtas. Duas ou três ideias por pessoa torna comprar para um quase-desconhecido muito menos stressante e reduz as prendas indesejadas.
Uma rotina limpa passo a passo
Junte tudo e um sorteio justo de amigo secreto fica assim:
- Concorde o orçamento e a data da troca primeiro, e recolha listas de desejos curtas.
- Liste cada participante.
- Gere uma ordem aleatória com uma roda — ou, para um círculo garantido sem auto-emparelhamento, use uma ordem de palco aleatorizada e peça a cada pessoa que compre para a seguinte.
- Aplique quaisquer restrições trocando as atribuições afetadas.
- Certifique-se de que cada pessoa vê só o próprio destinatário e o guarda para si.
- Confirme que ninguém se sorteou a si, e depois comece a comprar.
Demora uns minutos, funciona tão bem para uma equipa à distância como para uma sala cheia de colegas, e significa que a única surpresa no dia é a prenda em si.
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